Questions - you got 'em; answers - we got 'em

62 - a parada de riffs, bananas ilegais, JCS, cantores nus ( ha ha extra), uma graça de ovelha

De: alex_taylor@madasafish.com

olá Ian,

espero que você esteja bem, e muito obrigado por bananas, outro grande disco (SUN GOES DOWN É DE CEGAR!). minha pergunta é sobre covers- qual é a sua música favorita de que você já fez cover (TRYING TO GET TO YOU?)  que música você gostaria de fazer cover com o deep purple? e finalmente por que o deep purple botou um medley antes de smoke? é o.k. mas eu preferia ouvir uma de suas músicas ,mitzi dupree talvez? boa sorte com a turnê e obrigado pela ótima música

                           

al taylor cornualha

Olá, Al,

Obrigado pela sua carta e pelas perguntas. É difícil catar uma favorita, porque eu não penso nesses termos, mas certamente 'Trying to get to you' estaria lá em cima ao lado de 'New Orleans', 'Trouble', 'I Can't Believe You Wanna Leave', 'Lonely Avenue', 'Blue Monday' e 'Anyway You Want Me...'

A respeito do que você chama de 'medley' antes de 'Smoke'....pode até parecer que é, mas na minha cabeça aquilo não é realmente um 'medley' porque é escolhido ao acaso.

A gente chama de 'Parada de Riffs', e começou quando Steve teve a idéia de tocar alguns grandes riffs de guitarra, ao acaso, como uma chamada para 'Smoke'. Acabou se desenvolvendo como uma desafiadora jam para três instrumentos quando Ian P. e Roger começaram a ver com que rapidez eles conseguem pegar o que o Steve joga pra eles. Embora alguns riffs possam ser repetidos, a coisa toda é diferente em tamanho e estrutura a cada noite. Acho que o princípio por trás daquilo era Steve mostrar respeito pela música do Dã-Dã-Dã ao colocá-la no contexto de outros momentos memoráveis do banjo.

Quem poderá dizer por quento tempo ela vai continuar como parte do show? Acho que a resposta é que provavelmente durante o tempo em que ela permanecer interessante e desafiadora para os músicos; esse é o critério normal.

Cheers, ig

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De: kaj.akesson@telia.com

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Oi de novo, Ian!

Espero que você tenha curtido muito na América do Sul.

Vi o fantástico documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore, e saquei que bem que estamos precisando de alguém como ele na Europa para revelar os BBBs (Burocratas Bigodudos e Burros). Dá uma espiada no site dele: www.michaelmoore.com Esse aí tem fibra.

Estou esperando seu show em Malmoe em novembro. Quando eu disse pra minha mulher que eu e o nosso filho íamos, ela disse que também queria ir! Hard rock nunca foi muito a praia dela, mas ter escutado todos aqueles CDs e visto todos aqueles DVDs com vocês teve algum impacto nela, obviamente. Outro dia, a caminho do trabalho, ela até cantou enquanto tocava Pictures of Home! Ontem à noite vimos o documentário sobre Machine Head. E agora ela quer ver vocês ao vivo, isso é ótimo!

Aliás, se você vir alguém na platéia com bananas ilegais, provavelmente sou eu. Ainda não sei como, mas vou inventar algo...

Cuide-se,

Kaj

Kaj Ã…kesson
Sweden

 

Olá Kaj,

Obrigado por sua carta e seus comentários. Concordo com você que Michael Moore tem fibra... ainda que endomórfica.

O livro dele, 'Stupid White Men - Uma Nação de Idiotas', é uma boa leitura, se você tiver em mente que há dois lados para cada história. Dito isso... o lado dele é poucas vezes ouvido em voz alta numa sociedade onde a crítica é muitas vezes vista erroneamente como deslealdade.

Eu sei que você não fez uma pergunta convencional, mas você me deu a oportunidade de botar algumas bananas ilegais aqui..

Este cacho delicioso era brasileiro, por sinal. Vejo vocês em 28 de novembro.

Cheers, ig

 

De: glorfindel@freemail.hu

Oi Ian,

Primeiro eu queria dizer que adoro Bananas (o título, a música e o disco), que faz qualquer um balançar! Purpendicular e Abandon também foram ótimos, e fico feliz que vocês mantiveram o padrão lá em cima. Crédito seja dado a Don por manter uma poderosa presença no órgão Hammond. Eu queria perguntar sobre a letra de 'The Mule'. Estou certo de achar que ela se baseia em um dos meus romances favoritos, "Fundação", Isaac Asimov? Foi você que escreveu? Se foi, você leu o livro?

Além do DP, seu trabalho na versão original de JCS também significa muito pra mim. Gethsemane ainda me leva às lágrimas sempre que eu ouço. As suas partes já estavam todas escritas quando você foi chamado para cantá-las ou elas foram escritas especificamente pensando em você? Quanto eles esperavam (ou deixavam) que você pusesse sua marca nas canções? Aliás, você ainda tem contato com John Gustafson? O que ele anda fazendo hoje? Grande baixista e cantor (lembra de sua versão de 'Simon Zealotes' em JCS?).

Grato por suas respostas e pela música. Vejo você em Budapeste em 18 de novembro. (Estarei de olho em uma harmônica, então mire com cuidado).

Nothing but the best,
Tamás

Olá Tamás,

Obrigado por sua carta, comentários e perguntas. Sim, Don tem feito um grande trabalho. Outro dia recebi uma carta de um cara que levou seu pai a um show do Deep Purple, e na volta pra casa o pai comentou que "nunca ouviu Jon Lord tocar tão bem".

Sim, The Mule foi inspirada em Asimov. Já faz um tempo, mas eu tenho certeza de que você fez a conexão certa... Asimov era leitura obrigatória nos anos 60.

Sobre JC Superstar, as letras e as melodias já estavam escritas, e na verdade até a música já havia sido gravada (pela The Grease Band) quando eu fui ao estúdio. Entretanto, num encontro anterior em volta do piano com Andrew e Tim, eu fui encorajado a interpretar do meu jeito as partes escritas.

Meu único problema era Jesus Cristo. Tendo sido criado como cristão, mas (na época) sendo confirmado no paganismo, fiquei intrigado com a ética da coisa. Tim resolveu o problema me dizendo como ver Cristo... não como um ícone religioso, mas como uma figura histórica... e funcionou muito bem.

Faz muito tempo que não tenho contato com John Gustafson, mas temos amigos em comum e ouvi dizer que ele anda ocupado compondo ultimamente. Você está bastante certo, ele tem um baita talento e foi uma grande inspiração pra mim quando eu estava no Episode Six e ele era dos Merseybeats.

De olho em Budapeste,

Cheers, ig

De: lepujiz@yahoo.com.br

Fala Ian!!!

 

Como você está depois daquele monte de shows fantásticos no Brasil? Parabéns, você fez um grande trabalho! Na verdade, foi uma experiência fantástica para todos os fãs brasileiros do Deep Purple, ver você e toda a banda na TV daqui. Foi ótimo! Mas minha pergunta é bem maluca, uma vez li numa revista que você gravou os discos do Purple nos anos 70 quase nu, e Perfect Strangers totalmente pelado, é verdade ou qual é?

 

Valeu Ian, e boa sorte com a turnê mundial de Bananas 2003/2004

 

cheers lp (haha!)

Olá Ip (haha!),

Seu nome é bem incomum. Obrigado por sua carta. Foi legal estar no Brasil, e mal podemos esperar pela próxima viagem para aí. Obrigado a todos os fãs que apareceram e transformaram cada show em uma festa. Também agradeço nossos promotores, a gravadora e os amigos; significa muito pra gente ter esse tipo de apoio, e tenho certeza de que isso se reflete na música.

Freqüentemente me perguntam como a gente faz "aquilo". Quer dizer, como mantemos a chama acesa viajando tanto. Bom, muito tem a ver com os fãs que se dedicam pra caramba; é uma coisa maravilhosa estar nessa banda.

A respeito de sua questão sobre peladice (Naked Thunder...), acho que foi um dos outros caras que revelou meu segredo em uma entrevista. Não é grande coisa, na verdade, mas eu me sinto bem sem o meu kit. Claro que depende das circunstâncias; não sou um exibicionista, e o seu ig pelado não é lá uma bonita visão, em minha modesta opinião, mas suponho que tenho coração de nudista e sim, é verdade.

Cheers, ig

De: hans.niclasen@mail.tele.dk

Oi Ian,

Esta é sobre as Faroes (não os faraós). Talvez você lembre das ilhas de Faroe - você tocou aqui há uns dez anos. Para o resto de vocês, as Faroes são um grupo remoto de ilhas no Atlântico Norte, entre a Islândia e a Escócia, com uma população de 48.000 humanos e 75.000 ovelhas.

Acabei de voltar ontem de uma turnê de dez dias nas ilhas. Canto em uma banda dinamarquesa de covers do Deep Purple chamada Smoke on the Water. Essa foi a nossa estréia, e ouve essa: os Faroeses realmente gostam de seu Deep Purple. Um DJ da rádio nacional tocou duas faixas diferentes do Bananas a semana inteira quando estávamos lá - imagine se alguém da BBC faria uma dessas. E nossos shows foram grandes sucessos, inclusive com gente muito jovem curtindo a música do Deep Purple.

Deixa eu te perguntar, Ian:

Como você se sente a respeito de bandas cover (bem, espero)?

Estou tentando não puxar muito o saco, mas como estudante de sua voz eu diria que você canta melhor hoje do que, digamos, há 20 anos. O que você fez?

Alguma vez você se arrependeu dos gritos agudos em "Child in Time"? Eu te amaldiçôo em silêncio a cada noite, porque é a música que todos querem ouvir e ela detona minha voz quando eu canto - a gente toca no tom original. Mesmo quando você era mais jovem, tinha efeito em sua voz cantar essa música toda noite? 

 

Era isso. Espero te ver em novembro em Copenhagen.

Seu,
Hans Arne Niclasen

Olá Hans,

Obrigado por sua interessante carta. Sim, eu lembro muito bem das Ilhas Faroe. Estive lá com minha última banda (Repo Depo) antes de voltar ao Deep Purple para The Battle Rages On. Que lugar incrível. Estava rolando uma greve quando chegamos lá, e tivemos que alugar um barco de pesca para ir do aeroporto para o show. Chovia canivete, gato, cachorro, papagaio-do-mar e ovelha. Todo o nosso equipamento estava no convés aberto, e Lenny Haze ficou brigando com uma velha senhora pelo único espaço disponível na cabine.

Depois do show ficamos acordados boa parte da noite e nos divertimos muito com os locais. Acho que devemos ter nos passado um pouco. Quando eu acordei, tinha uma ovelha no meu quarto; acho que o nome dela era Maargaret ou talvez Baarbara, e de qualquer forma ela tinha belos olhos.

Acho que as bandas cover são legais; eu mesmo comecei fazendo covers nos meus primeiros anos. A única diferença é que tocávamos de tudo, ao invés de um só artista, mas os tempos mudaram e certamente há muito material do Deep Purple, diversificado, pra escolher. Não, nunca me arrependi dos gritos em 'Child...' mas você está certo: eu costumava ficar morto quando tínhamos mais do que alguns shows de um canto a outro. Eu continuaria cantando, mas depois de um tempo a música passou a atrapalhar as outras da noite, e então passei um longo tempo sem cantá-la, e conseqüentemente minha voz funciona consistentemente hoje em dia.

Boa sorte com sua banda, e nos vemos em Copenhagen.

Cheers, ig

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